A Perturbação Obsessivo Compulsiva (POC) é uma perturbação que se caracteriza pela presença de obsessões e/ou compulsões.  As obsessões apresentam-se na forma de pensamentos, impulsos, medos ou imagens persistentes, experienciados como intrusivos e causadores de grande ansiedade. As compulsões são ações repetidas ou rituais que o individuo se sente compelido a executar para reduzir a angústia experienciada face às obsessões ou para impedir a ocorrência de um evento temido.

Há que não confundir as preocupações e os rituais típicos das diferentes fases de desenvolvimento com a sintomatologia da POC. Quando estamos perante um quadro clínico de POC, observa-se que as preocupações e os rituais que as acompanham são excessivos e perduram para além do período dito apropriado ao nível de desenvolvimento.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – DSM-V (APA, 2013), a POC manifesta-se através de obsessões e/ou compulsões que causam uma perda significativa de tempo ou que provocam elevado sofrimento ou que interferem com as rotinas normais da criança ou jovem, prejudicando o seu funcionamento familiar, escolar ou social.

De acordo com o DSM-V (APA, 2013) 25% dos casos de POC tem início aos 14 anos e a média de idade de início é de 19,5 anos. No que diz respeito ao género, a POC afeta igualmente os dois sexos, no entanto, é mais precoce no género masculino, no qual 25% dos casos tem início antes dos 10 anos.  Observam-se também diferenças de género relativamente aos conteúdos dos sintomas. Os temas de limpeza são mais comuns nas raparigas e os temas relacionados com a simetria e pensamentos proibidos são mais salientes nos rapazes. O género masculino é também mais propenso a apresentar comorbilidade com a Perturbação de Tiques.

O início dos sintomas é frequentemente gradual e dissimulado. Pode começar por uma obsessão e/ ou compulsão com pouco impacto na vida do jovem e progressivamente ir aumentando o quadro de sintomas e, consequentemente, a sua interferência nociva na vida familiar, escolar e social do jovem.

Uma excelente notícia é que é possível obter bons resultados com a intervenção terapêutica. As investigações têm mostrado consistência relativamente ao papel da psicoterapia no tratamento da POC, verificam-se melhorias significativas na grande maioria dos pacientes que procuram esta ajuda.

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